domingo, 9 de março de 2008

Umberto D igital Haiku

Esta peça procura colocar duas questões que relacionam o cinema com o computador: O cinema enquanto matéria de representação visual de informação e a análise de informação enquanto possível “motor” da montagem cinematográfica.

Propõe-se este trabalho analisar duas problemáticas que, sendo antagónicas, mesmo do ponto de vista de implementação tecnológica, se complementam: por um lado, como pode o cinema, com os seus códigos e mensagens já tão enraizadas no imaginário, até se poderia afirmar, no inconsciente colectivo, representar informação, por outro, que objecto cinematográfico resulta desta tradução de data em cinema.

sábado, 19 de maio de 2007

Interactive scenema #1 Marylin

Ao contrário do conceito de Interactive Cinema, linha de investigação académica e artistica entretanto substituida por conceitos e keywords mais recentes e que reflecte sobre a evolução em termos narrativos, plásticos e interactivos do Cinema, Interactive Scenema é uma procura de intervenção interactiva numa única cena ou numa recontextualização de várias, partindo de um dispositivo de interacção ancorado na narrativa desses mesmo elementos cinematográficos que o alimentam plástica e conceptualmente. Pretende-se a familiaridade resultante da iconicidade dos elementos manipulada, com uma procura de contextualizar o “artificio” de interacção em elementos decorrentes da própria narrativa – neste caso concreto a interactividade não é com um utilizador mas com o próprio passar do combóio como acontece no filme utilizado.
Neste contexto, a possibilidade de expor esta peça na estação da Av. De Roma do Metropolitano de Lisboa acrescentaria uma dimensão site specific à mesma que redobraria a relação contextual e de impacto da obra.


Interactive Scenema #1, Marilyn

A peça concretamente proposta ao Metropolitano de Lisboa para instalação na estação Av. De Roma durante o periodo do Festival Monstra, parte do filme Seven Year Itch, de Billy Wilder. Especificamente, da famosa cena da saia esvoaçante à passagem do Metro em Nova York, criando um referência a outro grande ícone desta cidade, Andy Warhol, e da sua também inspiração neste mesmo ícone do século XX, Marilyn Monroe.